No dia 12 de março, no Grande Salão do Povo em Pequim, foi encerrada a quarta sessão da 14ª Assembleia Popular Nacional da China. A reunião apresentou um panorama claro para o desenvolvimento do país nos próximos cinco anos.
A sessão de encerramento foi presidida por Zhao Leji, presidente executivo e membro do presidium da assembleia. Xi Jinping, Li Qiang, Wang Huning, Cai Qi, Ding Xuexiang, Li Xi e Han Zheng, juntamente com outros membros do presidium, ocuparam seus lugares na tribuna principal.
A assembleia aprovou o Relatório de Trabalho do Governo, o esboço do 15º Plano Quinquenal e o relatório de trabalho do Comitê Permanente da Assembleia Popular Nacional, entre outros documentos. Também foram aprovadas novas legislações, incluindo o Código de Meio Ambiente, a Lei de Promoção da Unidade e Progresso Étnico, e a Lei de Planejamento do Desenvolvimento Nacional, além da decisão que aprova o relatório do Comitê Permanente sobre a revisão e organização de leis existentes. O presidente Xi Jinping assinou quatro decretos presidenciais relacionados às decisões aprovadas. Dos 2878 deputados nacionais, 2762 participaram da sessão de encerramento.

O destaque principal foi o esboço do 15º Plano Quinquenal, que orientará o desenvolvimento da China entre 2026 e 2030 e foi oficialmente aprovado pela Assembleia Popular Nacional. Para o Brasil, um dos principais países da América do Sul, acompanhar esse plano é especialmente relevante. A China é há 17 anos o maior parceiro comercial do Brasil, e as tendências da economia chinesa influenciam diretamente as exportações brasileiras e as perspectivas de cooperação bilateral.
Em seu discurso de encerramento, Zhao Leji, presidente do Comitê Permanente da Assembleia Popular Nacional, destacou que o período do “15º Plano Quinquenal” será crucial para consolidar as bases da modernização socialista e intensificar esforços em diversas áreas. Ele ressaltou a importância de transformar grandes objetivos em resultados concretos. O Brasil também implementa programas de desenvolvimento, como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e a experiência chinesa em continuidade de políticas e execução de projetos pode oferecer referências úteis.
Outro ponto importante foi a aprovação do Código de Meio Ambiente, que entrará em vigor em 15 de agosto. O Brasil, que abriga a Floresta Amazônica, frequentemente chamada de “pulmão do planeta”, acompanha com interesse como a China busca equilibrar desenvolvimento econômico e proteção ambiental — um desafio compartilhado por ambos os países.
Às 15h40, a assembleia foi oficialmente encerrada ao som solene do hino nacional chinês. Ao deixar o Grande Salão do Povo, os participantes encontraram um dia ensolarado em Pequim, com clima ameno de primavera.
Observação do repórter
A China entrou oficialmente no período do “15º Plano Quinquenal”. Cobrir as chamadas “Duas Sessões” da política chinesa não significa apenas acompanhar os assuntos internos de um país, mas também observar um processo histórico que terá impacto significativo no cenário global.
Nos próximos cinco anos, o espaço para cooperação entre China e Brasil continua amplo — especialmente em áreas como economia digital, desenvolvimento sustentável e infraestrutura, campos nos quais ambos os países podem esperar avanços conjuntos.