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Comércio da China com países do BRICS triplica em duas décadas

Expansão reforça peso do bloco nas trocas globais e amplia oportunidades para o Brasil

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(Foto: Reprodução / Li Xueren / Xinhua)

Um levantamento divulgado nesta terça-feira (10) mostra que o comércio da China com os países do BRICS triplicou nos últimos 20 anos, consolidando o bloco como um dos polos mais dinâmicos do comércio internacional. O índice foi apresentado durante os preparativos da próxima cúpula do grupo, em meio a um cenário de disputas comerciais e reorganização de cadeias globais.

De acordo com os dados, o avanço reflete não apenas o crescimento econômico chinês, mas também o esforço do país em diversificar parcerias e fortalecer laços com mercados emergentes. O Brasil, ao lado de Índia, Rússia e África do Sul, tem ampliado sua participação nesse movimento, sobretudo por meio do agronegócio, da mineração e da cooperação em energia.

Para especialistas, a intensificação das trocas comerciais é acompanhada por um processo de maior integração financeira, tecnológica e logística entre os membros. Isso se traduz em mais investimentos em infraestrutura, em acordos bilaterais de liquidação em moedas locais e em novas rotas comerciais que buscam reduzir a dependência de mercados tradicionais.

No caso brasileiro, a expansão do comércio com a China no âmbito do BRICS tem impacto direto sobre a balança comercial e sobre setores estratégicos. A soja, o minério de ferro e o petróleo seguem como principais produtos exportados, mas há espaço crescente para a internacionalização de carnes, frutas e produtos de maior valor agregado.

Analistas apontam que o fortalecimento do comércio entre China e BRICS amplia a relevância do bloco em um momento de questionamentos sobre o multilateralismo. Para o Brasil, a tendência representa não apenas ganhos econômicos, mas também uma oportunidade de ampliar sua voz em fóruns internacionais e de diversificar parcerias diante de um cenário global cada vez mais fragmentado.

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