Início Bilateral China comenta sobre possível retomada das importações de frango do Brasil

China comenta sobre possível retomada das importações de frango do Brasil

Após liberação da União Europeia, atenção se volta ao posicionamento de Pequim sobre o produto brasileiro

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(Foto: Reprodução / korhan oztunc/ Adobe Stock)

A liberação da União Europeia para a reentrada do frango e do peru brasileiros em seu mercado reacendeu a expectativa sobre outros destinos relevantes para o setor. O anúncio, feito pelo Ministério da Agricultura e Pecuária no dia 22 de setembro, reconheceu o Brasil como livre de gripe aviária, abrindo caminho para a retomada de embarques ao bloco europeu.

No dia seguinte, 23 de setembro, em Pequim, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, foi questionado em coletiva de imprensa sobre o tema. Ele destacou que China e Brasil mantêm uma parceria sólida no comércio bilateral, lembrando que o país asiático é o principal destino das exportações brasileiras e que o Brasil figura como o maior parceiro comercial da China na América Latina.

Guo ressaltou que os dois países têm avançado em áreas como comércio, alfândega e inspeção sanitária. Sobre a eventual retomada das importações chinesas de frango, o porta-voz limitou-se a indicar que a decisão cabe às autoridades competentes responsáveis pela área.

A suspensão das exportações brasileiras ocorreu em maio, quando mais de 20 países barraram a carne de frango após a confirmação do primeiro caso de gripe aviária no Rio Grande do Sul. Entre os que interromperam as compras estão União Europeia, China, África do Sul e Argentina, além de outras 13 nações. Já Reino Unido, Cuba e Bahrein restringiram apenas produtos oriundos do estado gaúcho.

Para o Brasil, a posição da China é estratégica: o país é o maior comprador global do frango brasileiro. A eventual normalização das compras não apenas reforçaria a confiança sanitária internacional, mas também teria efeito direto na balança comercial e na cadeia produtiva nacional, especialmente em estados exportadores.

Os próximos passos dependem agora das deliberações das autoridades sanitárias chinesas, que avaliarão as condições para a possível retomada das importações.

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