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Beijing nacionalizará indústria de equipamentos médicos

A decisão da China de banir equipamentos médicos fabricados no exterior está forçando as multinacionais a escolher entre deixar o mercado ou entregar suas tecnologias centrais.

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Os governos nas províncias de Hubei, Anhui e Shanxi e na região autônoma de Ningxia emitiram avisos nesta semana aos hospitais locais para fazer uso exclusivo de equipamentos médicos e de teste produzidos internamente.

Isso ocorre na esteira de uma série de decisões do Partido Comunista da China (PCC), que visa nacionalizar a maior parte da sua indústria de equipamentos médicos.

Em maio de 2021, Pequim listou 315 itens (incluindo equipamentos para ressonância magnética e tomografia computadorizada, raios X e endoscópios) que desejava que os hospitais adquirissem apenas de produtores locais.

Com isso, escreve o portal Nikkei, os principais hospitais em Pequim e Xangai, além de outras áreas, estão limitando cada vez mais suas compras aos produtos produzidos internamente no país.

A iniciativa visa reduzir a dependência das empresas estrangeiras que dominam o mercado chinês de equipamentos médicos com uma participação de 70% a 80% nas vendas de tomografia computadorizada e ressonância magnética. Os três principais fabricantes são General Electric, Siemens e Philips.

O mercado de equipamentos médicos da China é vasto e só deve se expandir no futuro, devido ao envelhecimento da população. A mídia local informou que o faturamento do mercado de equipamentos médicos da China deve dobrar até 2025 em relação aos US$ 140 bilhões (R$ 723,5 bilhões) de 2021.

Pequim quer que as empresas transfiram não só seus processos de montagem para o país, mas também pesquisa e desenvolvimento, projeto e aquisição de componentes críticos.

O plano incentiva empresas estrangeiras a transferir tecnologia, visando, em última análise, elevar o nível da indústria nacional de equipamentos médicos para o mais alto do mundo até 2035.

Além disso, o governo anunciou em julho um projeto de emenda à lei de compras governamentais, dando tratamento preferencial para a aquisição de produtos de valor agregado na China.

O governo chinês vem expandindo sua repressão a empresas estrangeiras. Em 2018, o governo do presidente Xi Jinping deu um passo adiante ao listar os fabricantes de equipamentos de tecnologia da informação recomendados e seus produtos, como computadores pessoais e servidores. Em 2020, começou a restringir seriamente a aquisição de tecnologia para empresas chinesas.

A China também está pressionando as empresas japonesas a transferir sua tecnologia na fabricação de equipamentos de escritório, como fotocopiadoras.

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